Atividades

Sobre o Projeto

O projeto ABIMOTA Q+ procura qualificar a indústria portuguesa das Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário Metálico, aumentando a competitividade e inovação. Durante 2025/2026, visará transformar as indústrias alvo onde as PME enfrentam desafios de inovação/qualificação. Iniciativas anteriores já o fizeram, mas o ABIMOTA Q+ busca preencher lacunas restantes, promovendo conhecimento estratégico e ferramentas práticas para sustentar o progresso das PME.

Contexto

Nas indústrias das Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário Metálico, as PME desempenham um papel crucial, não obstante os desafios que enfrentam em termos de inovação e competitividade. Nestas indústrias, as PME são predominantes: de acordo com dados do INE, em 2022, constituíam 99% das empresas, sendo pilares essenciais, contribuindo significativamente para o emprego e a produção, mesmo enfrentando desafios de eficiência e competitividade. Em 2022, as indústrias alvo eram compostas por 522 empresas, empregando 9 mil trabalhadores.

Em termos de produção, contribuíram com 1.009 milhões de euros para o total nacional e geraram 320 milhões de euros de VAB. A acrescer, registaram um crescimento (tvma) do VAB entre 2017 e 2022 exponencial, de 7,9%, e do emprego, de 2,9%, para o mesmo período. Em particular, o VAB da fabricação de bicicletas cresceu ainda mais nesse período: tvma de 13,2%. Já a produtividade aparente do trabalho, foi de 34,0 mil euros contra 28,9 mil euros ao nível do tecido económico em geral. Estes números sublinham a relevância do setor, apontando para um potencial de crescimento e desenvolvimento.

A “Estratégia de Inovação Tecnológica e Empresarial para Portugal 2018-2030” do Governo destaca a necessidade de fortalecer a inovação nas PME, alinhando-se com as recomendações da OCDE. A estratégia enfatiza a incorporação de novas tecnologias digitais, como a Inteligência Artificial, e a aproximação aos padrões internacionais de investimento e capital de risco. O objetivo é aumentar a competitividade das PME e promover uma economia mais inovadora e sustentável.

As PME enfrentam desafios significativos no âmbito da inovação: na generalidade do tecido económico 48% das empresas reportaram atividades de inovação de acordo com o CIS 2020, mas esse indicador é muito alavancado pelas grandes empresas (79,8% destas reportaram atividades de inovação).

Dessa forma, as principais barreiras que as PMEs enfrentam são:

Acesso limitado a financiamento.

Baixa incorporação de novos modelos de negócio.

Competências internas insuficientes em gestão estratégica e nos fatores imateriais de competitividade.

Cultura empresarial focada apenas nos impactos financeiros, negligenciando aspetos sociais e ambientais.

 

Apesar dos desafios, as PME das indústrias visadas têm um potencial significativo para ser agentes de mudança e progresso. Elas podem desempenhar um papel central no desenvolvimento sustentável e na resiliência económica. Para maximizar este potencial, é essencial fornecer apoio adequado às PME, incluindo melhor acesso a financiamento, desenvolvimento de competências de gestão e promoção de uma cultura empresarial que valorize impactos sociais e ambientais. Com o suporte adequado, as PME podem melhorar sua competitividade e contribuir de maneira mais significativa para a economia nacional.

As indústrias das Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário Metálico representam uma parte importante da economia portuguesa, com as PME a desempenhar um papel central. No entanto, para que possam cumprir plenamente seu potencial como catalisadores de mudança, é necessário abordar os desafios e barreiras à inovação e competitividade. Com estratégias de apoio eficazes, as PME podem-se tornar mais competitivas e contribuir significativamente para um desenvolvimento económico mais sustentável e resiliente.